Em que medida pode a dança ser “colecionável”? Vicente Trindade, Bailarino, Mestre de Dança e Fundador da Academia de Dança Antiga de Lisboa dedicou-se à recolha de diversos objetos que integram hoje a sua coleção dedicada à Arte da Dança.

A presente coleção de gravuras representa o universo do convívio social na centúria de oitocentos através da dança. Num século em que o pensamento filosófico e estético se manifesta na Arte através do fantástico e do mundo íntimo do indivíduo, também a Dança Teatral revela este espírito.

A influência das Danças Populares na Dança do Salão, nomeadamente de cariz campestre, é aqui evocada. O Baile, o ambiente e o convívio social, das Danças ao gosto da época, protagonizadas por todos os extratos sociais. Bailes oferecidos por altas entidades, Bailes de Máscaras e Travestidos, as Quadrilhas, as Valsas e as Mazurcas são evocadas com todo o destaque.

Os adornos pessoais femininos e masculinos, utilizados em contexto social de elegância e distinção, livros, partituras de época ilustram esta sociedade tão expressiva como eloquente na sua postura.

Dançar foi também mote de reflexão crítica acerca do quotidiano social. O desenho satírico é muito utilizado na captação da condição da sociedade contemporânea, em constante polaridade entre o burlesco e a realidade circundante.

 

Bilhete de entrada no Palácio.
Horário: todos os dias: 10h00 - 18h00 (última entrada 17h30)

Encerrado à quarta-feira.