20 de Outubro de 2020
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Estudos

A secção estudos pretende divulgar a investigação que tem vindo a ser feita pelos conservadores e técnicos do Palácio e da Biblioteca da Ajuda bem como publicar em linha as atas dos colóquios que o Palácio Nacional da Ajuda tem vindo a organizar.

Normas portuguesas de referências bibliográficas de documentos electrónicos: mhb_MA_14005.pdf

Lista de Conteúdos

  • O baldaquino tecido com ouro e prata para o trono de D. João V

     

    Entre 1727 e 1730, foi tecida em Bruxelas uma obra de referência na produção flamenga do século XVIII: um sumptuoso dossel de trono em tapeçaria de lã, seda, ouro e prata, destinado ao rei D. João V de Portugal. Além do seu valor artístico, o dossel ostentava um programa iconográfico de representação e propaganda do poder real, cuja mensagem alegórica era transmitida através de detalhes figurativos, cores vibrantes e brilho dos metais preciosos.

    Em 1750, trono e dossel foram armados para o ritual da Aclamação ou Levantamento Régio de D. José I. No Auto da cerimónia, uma das mais importantes fontes coevas, o cronista traça um retrato detalhado da obra e ilustra o protagonismo deste dossel de trono no contexto das ricas armações têxteis montadas na chamada Varanda da Aclamação, construção efémera erigida no Paço da Ribeira para esta solenidade.

     

    The baldachin woven with gold and silver for the throne of João V, king of Portugal

     

    Between 1727 and 1730, a remarkable work of art was woven in Brussels tapestry workshops’ for the king of Portugal João V (1689-1750): a sumptuous throne baldachin in wool, silk, gold and silver. It still stands as a reference for the Flemish 18th C production. In addition to its artistic value, the baldachin offered an entire iconographic program of royal propaganda, which allegorical message was transmitted by the figurative details, vibrant colors and the shining precious metals.

    After João V passed away, in 1750, the throne and baldachin were again set for the ceremonial of the Acclamation of king José I. On that which became one of the most important historical sources of the time the chronicler offers a detailed portrait of the baldachin. There he reveals the relevance of the luxurious work among the textile decorations mounted on the so-called “Acclamation balcony”, the ephemeral construction built in the Ribeira Palace for this ceremony.

     

  • Considerada rara fora da Península Ibérica, a colecção de tapeçarias do PNA, tecida na manufactura de Santa Bárbara segundo cartões de Francisco de Goya , José del Castillo e Guillermo Anglois representa apenas uma parte do conjunto com esta proveniência que integrou no último quartel do século XVIII os bens da Coroa portuguesa.
    O propósito do projecto de conservação, descrito neste artigo, foi, em termos gerais, retardar o inevitável processo de deterioração das tapeçarias, agravado não apenas pela sujidade e estado de degradação de toda a estrutura tecida mas também pelo processo de fixação das peças às paredes por meio de pregos.
  • A colecção de vidro data, sobretudo, da segunda metade do século XIX e princípios do século XX, coincidente com os anos que marcaram a vivência dos monarcas no Palácio Nacional da Ajuda: 1862-1910. De carácter heterogéneo, incorpora objectos dos principais centros de fabrico e de comércio de vidro que operavam nesta altura a nível internacional, incluindo os da região da Boémia, com particular incidência para a fábrica de vidros Moser, da qual falaremos neste artigo.

    Constituída essencialmente por peças produzidas segundo a técnica do sopro, a colecção é ainda enriquecida por elementos decorativos e heráldicos, presentes sobretudo nos conjuntos de carácter utilitário e que tornam esta colecção singular.

     

  • A pesquisa de novos dados que nos conferissem, sob múltiplas perspectivas, uma imagem mais definida da Baixela Germain, levou-nos, ao Desembargador João Rodrigues Vilar, figura indissociável das grandes mesas do reinado de D. Maria I.

    Os regulares e minuciosos registos de Vilar, cotejados com relatos de crónicas, permitiram-nos traçar  a vida da primeira baixela da Coroa .

    Procuramos evidenciar e documentar a presença de obras de ourivesaria e porcelana  provenientes da Casa de Aveiro.

    Veremos como a Baixela e este relevante conjunto foram reservados para importantes e esporádicos banquetes públicos com a presença da família real, sem dúvida inscrevendo-se numa opção de corte que não privilegiava a regularidade da comida pública, prevista no Cerimonial como um rito crucial na sua afirmação.

  • (...)A moda dos Jardins de Inverno estava bem de acordo com o gosto da época. Eram numerosos os recintos deste género onde se oferecia um espectáculo deslumbrante de uma multidão de plantas exóticas aclimatadas e onde se misturavam mobiliário de estilo Luís XV, ou de ferro, com potes chineses e estátuas de mármore branco e lustre de cristal de Veneza: «Le monde entier, nature et cultures confondues, est ici réuni». Nas palavras de contemporâneos: «Quebra-se a monotonia das salas, e, nas horas bonançosas do serão
  • Sob Napoleão III, viveu-se uma época de grande properidade económica. Paris, capital de grande influência cultural, viu nascer os Grandes Armazéns que desempenharam um papel determinante para as artes decorativas. Foi aqui que a rainha D. Maria Pia adquiriu inumeras peças de artes decorativas, que fazem hoje parte das colecções do Palácio, particularmente algumas peças de mobiliário descritas neste artigo. Toda a riqueza e profusão decorativas do Palácio da Ajuda, em grande parte da responsabilidade da rainha, são protótipo de um período eclético e de uma época em que o meio artístico recorreu a fontes de inspiração muito variadas, estilos do passado, exotismo, naturalismo, japonismo...

     

     

  • Resumo
    Estudo sobre Paul Sormani (1817-1877) e os móveis da sua autoria, existentes na colecção do Palácio da Ajuda. Grande ébéniste francês, especializado na reprodução de móveis Luís XV e Luís XVI, foi um dos artistas distinguidos pela elite parisiense, fornecedor da casa imperial francesa e da corte portuguesa.

    Entre os múltiplos estilos renascidos, singularidade do ecletismo da 2ª metade do século XIX, um, em particular, melhor respondeu às novas exigências do bem-estar e do conforto: o Luís XV. E este foi, indiscutivelmente, o estilo preferido da rainha D. Maria Pia de Sabóia (1847-1911), através do qual melhor se espelha a sua presença, o seu gosto, a linha por si seguida no âmbito das artes decorativas.    

     

     Abstract

    A study on Paul Sormani (1817-1877) and on the furniture from his workshop in the Ajuda Palace’s collection. One of the finest French ébénistes, well known for replicating Louis XV and Louis XVI styles’ furniture, he captivated the Parisian elite and was appointed supplier for the Imperial French court as of the Portuguese royal court.

    Among the several re-launched styles, singular to what concerns the second half of the 19th century eclecticism, Louis XV style was the one that best fitted the most recent quest for wellbeing and comfort of the time. It became, unquestionably, Queen Maria Pia of Savoy (1847-1911) favourite style, through which we can still capture her presence, taste and her choice within the Decorative Arts. 

  • A pesquisa de novos dados que nos conferissem, sob múltiplas perspectivas, uma imagem mais definida da Baixela Germain, levou-nos, ao Desembargador João Rodrigues Vilar, figura indissociável das grandes mesas do reinado de D. Maria I.

    Os regulares e minuciosos registos de Vilar, cotejados com relatos de crónicas, permitiram-nos traçar  a vida da primeira baixela da Coroa .

    Procuramos evidenciar e documentar a presença de obras de ourivesaria e porcelana  provenientes da Casa de Aveiro.

    Veremos como a Baixela e este relevante conjunto foram reservados para importantes e esporádicos banquetes públicos com a presença da família real, sem dúvida inscrevendo-se numa opção de corte que não privilegiava a regularidade da comida pública, prevista no Cerimonial como um rito crucial na sua afirmação

  • As origens da ourivesaria Leitão remontam a 1822, quando José Pinto Leitão se estabeleceu como “ourives do ouro” e abriu a tradicional loja-oficina, na Rua das Flores, arruamento que congregava os ourives que trabalhavam o nobre metal, na cidade do Porto. O trabalho era executado à vista dos clientes e a produção consistia, sobretudo, em peças de joalharia de cariz popular, na qual predominava o uso da filigrana.
    Os filhos do fundador continuaram a actividade e adoptaram a designação Leitão & Irmão. No panorama da produção nacional a casa conquistou um estatuto de destaque em relação às suas congéneres, a de José Rosas e a de Reis & Filhos. A capacidade técnica dos seus artífices e a qualidade das suas criações foram publicamente reconhecidas em 1873 quando D. Pedro, Imperador do Brasil, concedeu à Leitão & Irmão o prestigiante título de “Ourives da Casa Imperial do Brasil”.

    The origins of the Leitão trade date back to 1822, when José Pinto Leitão established the traditional workshop at Rua das Flores, the goldsmith’s street in the city of Oporto. Work was carried out in sight of customers and production focused mainly on jewellery articles of a regional, traditional nature, with predominant use of filigree.
    The founders’ sons succeeded him in running the business, trading as Leitão & Irmão. In the national production scenario the business stood out relative to congeneric businesses, José Rosas and Reis & Filhos establishments. The technical expertise of its artisans and the quality of their creations were publicly acknowledged when King Pedro, Emperor of Brazil, entrusted Leitão & Irmão with the prestigious position of «Goldsmith to the Imperial House of Brazil».
  • Publicação associada ao projeto expositivo "A Royal Lunch", organizado pelo Palácio Nacional de Sintra, em colaboração com o Palácio Nacional da Ajuda, no âmbito da iniciativa "A Place at the Royal Table", da Associação de Residências Reais Europeias.
  • Uma tiara com 4000 diamantes - História e paradeiro da tiara de D. Estefânia, reconvertida por D. Maria Pia e vendida após a implantação da República. 1858-1912

     

     

  • A investigação é uma atividade transversal a todas as áreas do PNA. Uma parte da pesquisa, efetuada pelos seus conservadores e técnicos, diz respeito à identificação interpretação de peças, espaços e vivências ou ainda sobre os outrora habitantes palácio. Outros estudos dedicam-se a temas mais abrangentes, relacionados com as artes decorativas e história do antigo Paço da Ajuda.

    Com o intuito de divulgar a investigação levada a cabo pela equipa do Palácio, criou-se a rubrica "Artigos em Linha" que disponibiliza artigos on-line.

    Normas portuguesas de referências bibliográficas de documentos electrónicos: mhb_MA_14005.pdf

  • O Palácio Nacional da Ajuda organiza todos os anos colóquios e ciclos de conferências dedicados a vários temas. A secção COLÓQUIOS pretende disponibilizar ao público os programas, as atas ou o resumo das conferências apresentadas.
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