O restauro devolveu, ao olhar de todos, as pinturas de Manuel Piolti e Máximo Paulino do Reis, de 1825,  com as cores e textura originais. A pintura encontrava-se em mau estado de conservação e perdera por isso a leitura  de toda a sua representação.
O programa pictórico foi aprovado em 1823, com uma série de alegorias para exaltação das virtudes do rei D. João VI, e o trabalho não terá terminado antes de 1825.
Manuel Piolti foi encarregue da pintura das “arquitecturas”, auxiliado pelo pintor de história Máximo Paulino do Reis, responsável da composição das figuras e ainda por um grupo de ajudantes formado especialmente para esta grande jornada. 
O teto da sala representa um templo com abertura circular para o Céu, onde a Virtude Heróica, de mão dada com o Prazer da Virtude, são enquadradas pelo verde jade da arquitetura que se destaca entre deuses, ninfas, génios e grinaldas de flores. 
Durante quase dois séculos esta foi a sala da mais alta representação da Nação. Aqui decorria a cerimónia do Beija-mão, uma das mais simbólicas no cerimonial da Corte. À entrada do monarca, os músicos tocavam o Hino da Carta [Constitucional]. Ainda hoje esta sala é utilizada pelo senhor Presidente da República em cerimónias oficiais.
Visite-nos e veja com os seus olhos!

José Alberto Ribeiro
Diretor do Palácio Nacional da Ajuda - Museu do Tesouro Real | Biblioteca da Ajuda | Galeria do Rei D. Luís